DENÚNCIAS


(28/06/2010)


Ser Policial.



Por Dr. Paulo Magalhães (Delegado Aposentado)

Aquele que opta por seguir a carreira policial deveria receber, antes de ser admitido na Força Pública, uma cartilha esclarecendo a realidade da profissão, as obrigações, as responsabilidades e os pouquíssimos direitos que irá ter logo após constatar que seu nome está dentre os aprovados em concurso público para o espinhoso cargo. Estes esclarecimentos poderiam ser fornecidos ao aluno nas Academias de Polícia, desta forma dando-lhe a oportunidade de desistir antes de prestar o juramento.

Estar garbosamente de pé na frente de todos, da família, dos amigos, depois de meses nas salas de aula, esticar o braço direito e dizer cerimoniosamente: "Juro, pela minha honra, trilhar todos os passos de minha trajetória funcional com dignidade, honrando a Instituição policial: exercerei com desassombro e probidade a defesa social do direito, da ordem e da lei, dando a minha vida, se preciso for, no cumprimento do dever”, alem de ser uma formalidade mu ito bonita é também muito fácil. O problema é estar consciente da dificuldade em cumprir o compromisso e agir desta forma o resto da vida.

Será que algum jovem, quando resolve ser policial, tem noção de que está prestes a deixar de ser ele próprio para tornar-se o instrumento de proteção da sociedade? Faz idéia de que a profissão de policial é um sacerdócio no qual irá sacrificar sua vida pessoal, o acompanhamento do crescimento de seus filhos, as festas em família e terá muito mais dissabores e mágoas do que momentos felizes? Será que alguém, em sã consciência, daria preferência a arriscar diariamente sua vida, a ficar noites acordado ouvindo e resolvendo problemas dos outros, molhado de chuva, com frio ou em um ambiente quente e malcheiroso? E o pior, ganhando um salário muito aquém do merecido enquanto as pessoas que deveriam agradecer-lhe pelo desprendimento o condenam: “ganha muito, não faz nada, é tudo vagabundo!”

Imagine então se o aspirante a  policial soubesse, antecipadamente, que não adianta ser extremamente honesto, cortês, justo ou educado. Pelo simples fato de ser policial, da noite para o dia, será visto como ladrão, grosso, covarde e estúpido. Nenhum pai vai querer tê-lo para genro e se for mulher, a maioria não quer ter uma policial como filha. Quando perceber que a maioria das pessoas que se acercam dele o fazem por interesse, para conseguir alguma benesse, na maioria agindo contrariamente a lei e buscando tão somente “proteção” gratuita, já será tarde, já foi nomeado, já estará na ativa.

O policial deve ter sempre em mente que estar na polícia é ter direito a andar armado, dirigir em alta velocidade, avançar sinal tocando sirene, parar em local proibido, porem estar na polícia não é o mesmo que ser policial. O policial se obriga a agir dentre alguns parâmetros não exigidos para os demais seres comuns, a ser consciente de que cada ato seu reflete a imagem de toda a instituição.

Precisa estar ciente que parte de seus “irmãos em armas” parecem, mas não são policiais. Estão na Força Pública para se locupletarem, roubar, matar, prevaricar e protegerem-se atrás do distintivo, fazendo dos bons escudo, baluarte, dividindo com os honestos as criticas por seus atos corruptos.

O policial de verdade deve perceber que não existe diferença entre o bandido comum e o bandido “policial”, e que ambos devem ser combatidos. Porem o bandido policial é mais difícil de vencer – ele é covarde, possui o respaldo de toda a instituição que erroneamente lhe dispensa “o espírito de corpo”, mesmo traindo os dogmas do ofício de policial. Certo estava o marginal Lucio Flávio que, não obstante ser delinqüente sabia perfeitamente seu lugar quando declarou: “bandido é bandido, polícia é polícia”. Como a água e o azeite, não se misturam.

O distintivo, bonito ou não, de ferro ou de lata, pesa tanto quanto o coração do policial que o recebeu. É o símbolo da confi ança que a sociedade depositou em um membro pertencente a ela própria. Como se fosse um casamento, de um lado o cidadão, de outro o policial – pra sempre, até a eternidade. Um policial jamais abandona aqueles que se propôs a defender, quando o faz, é porque deixou de ser policial – podendo até continuar com o titulo, mas restou um capacho velho, digno do lixo.

Ser policial não é estar nomeado, trazendo no bolso uma carteira, um emblema, a arma e algema. Ser policial não é ter definida uma função, exercer determinado cargo, estar na ativa. Ser policial é um estado de espírito, é um fogo imortal que aquece a alma e enternece o espírito. É dar a vida pelo próximo sem se dar conta de que está indo para a morte, é chorar ao resgatar uma criança em perigo, é se controlar para não cometer crime quando prende um estuprador. Ser policial é largar tudo quando um colega pede ajuda, “virar noite” e “dobrar serviço” para prender um autor de crime, é suportar a frustração do c aso não resolvido.

Ser policial é sofrer a se ver obrigado prender um colega, mas também é não prevaricar quando foi este que optou “passar para o outro lado”, quando deixou de ser policial e tornou-se bandido, quando desonrou o compromisso e descumpriu o juramento, quando traiu a própria classe.

Assim, da próxima vez que tiver o impulso de falar mal dos policiais em geral, ao ler uma noticia dando conta da existência de criminosos na corporação, considere: quantos bons, honestos e honrados estão trabalhando arduamente para que você, gratuitamente, os atinja como um todo, jogando-os na mesma vala negra daqueles poucos que não souberam ser policiais de verdade?



(18/04/2010)


Delegado Federal Wilson Damázio substitui Servilho no comando da SDS.



O delegado federal Wilson Sales Damázio é o novo secretário de Defesa Social. Depois que as diferenças entre Servilho Paiva e José Lopes se tornaram públicas e intransponíveis, o governo resolveu o caso dispensando os dois.

O coronel Tavares Lira, atual chefe do Estado-Maior da Polícia Militar, assume o comando-geral da PM. O coronel Eden Vespaziano deve ser o novo chefe do Estado-Maior. O delegado Manoel Carneiro será mantido na Chefia da Polícia Civil.

Wilson Damázio foi superintendente da PF em Pernambuco por duas vezes. A mais recente de 2002 a 2004. Depois assumiu vários cargos no Departamento de Polícia Federal em Brasília e até sexta-feira era o vice-diretor-geral do Departamento Penitenciário Federal.

A posse está marcada para amanhã às 11h, no Palácio do Campo das Princesas.

Fonte: PEBODYCOUNT

 

 



(17/04/2010)


Secretário de Defesa Social e Comandante da PM caem.




Tudo mudou. Isso mesmo, a informação oficial da Secretaria de Imprensa do governo de que o governador Eduardo Campos iria manter o secretário de Defesa Social, Servilho Paiva, e o comandante da PM, coronel José Lopes, nos cargos, mesmo com os dois praticamente sem se falar, não procedia.

Acreditamos que não passou de uma forma do governo ganhar tempo no imbróglio da segurança pública. A informação que nos chega agora é que na reunião da última sexta-feira à noite, Eduardo Campos decidiu pela saída dos dois.

O secretário e o comandante da PM nunca tiveram uma relação muito boa, piorando durante a negociação salarial no mês passado. O coronel José Lopes procurou diretamente o governador para solicitar um proposta melhor de reajuste para a categoria.

Depois disso, tanto Servilho Paiva quanto José Lopes condicionaram suas permanências nos cargos à saída do outro. Pelo visto, o governador preferiu tirar os dois.

Agora, fica a expectativa para o anúncio das pessoas que ficarão à frente da segurança pública de Pernambuco.

Fonte: PEBODYCOUNT






(15/04/2010)


Por uma definição.




Pela terceira semana consecutiva, o comitê gestor do Pacto pela Vida não se reuniu. A razão é uma só, a crise na relação entre o secretário de Defesa Social, Servilho Paiva, e o comandante da Polícia Militar, José Lopes.

A relação entre os dois nunca foi amistosa e azedou de vez no processo de negociação salarial no mês passado. O coronel José Lopes recorreu diretamente ao governador para pedir um proposta melhor de reajuste.

O secretário considerou o pleito da PM extemporâneo. Dois dias depois, o Governo refez a proposta e aumentou os vencimentos dos militares acima do que estava posto até o dia da reunião entre o coronel Lopes e o governador.

Diante de tudo isso, existem quatro opções para o governador:

1- Exonera o secretário e o comandante da PM.

2- Exonera apenas o secretário.

3- Exonera apenas o comandante da PM.

4- Mantém o dois.

Considero as três primeiras opções sinônimo de instabilidade em um momento de consolidação da política de segurança. Por outro lado, manter os dois exigirá um espírito público (de ambos) maior do que as questões pessoais. Se o secretário e o coronel conseguirem encarar esse momento dessa forma, seria a melhor opção.

Servilho e José Lopes podem ser lembrados daqui a alguns anos como peças importantes num processo de renovação da Segurança Pública em Pernambuco ou podem optar por escutar seus brios e levar o governador a exonerá-los.

Sem dúvida, uma sinuca de bico que já passou da hora de ser resolvida.


Fonte: PEBODYCOUNT.







(12/03/2010)


Delegacias do Recife (PE) ficam abaixo da média Nacional.

As delegacias brasileiras são consideradas, em média, inadequadas para o atendimento ao cidadão. A constatação é de uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec) da Universidade Cândido Mendes, com 235 delegacias de nove estados brasileiros. As unidades do Recife aparecem em penúltimo lugar do ranking.
Segundo a pesquisa, as delegacias brasileiras receberam uma nota média de 45,46, em uma escala de zero a 100, o que, leva à classificação de “inadequadas”. Apenas delegacias de Brasília, com uma média de 55,85, e do Rio de Janeiro, com uma média de 52,82, foram classificadas como “adequadas”. As delegacias de Belém, no Pará, tiveram a pior média (38,59), ficando próximas de ser consideradas “totalmente inadequadas”, o conceito mais baixo da pesquisa.
O estudo do Cesec foi feito por meio da visita de 449 pessoas às delegacias. Durante a visita, as pessoas, escolhidas entre cidadãos comuns que residiam próximo à delegacia, avaliaram os seguintes critérios: orientação para a comunidade, condições materiais, tratamento igualitário dos usuários, transparência e prestação de contas e condições de detenção.
Segundo a coordenadora da pesquisa, Ludmila Ribeiro, as condições de detenção e a transparência das delegacias foram os quesitos que tiveram pior nota, de uma forma geral.
“No item transparência e prestação de contas, as delegacias ainda divulgam muito pouco o que elas fazem, como o número de crimes que elas registram, o número de inquéritos que elas apuram. Elas divulgam pouco os órgãos aos quais a população pode recorrer no caso de não terem recebido um bom serviço, como a ouvidoria ou a corregedoria de polícia. No caso da detenção, as delegacias ainda têm dificuldades em lidar com a questão dos presos provisórios”, disse a pesquisadora.
Além do Rio de Janeiro e de Brasília, as cidades que tiveram notas acima da média nacional foram São Paulo (52,01), Belo Horizonte (48,49) e Pelotas, no Rio Grande do Sul (47,78). Abaixo da média, ficaram as delegacias de Porto Alegre (44,57), Fortaleza (43,07), Goiânia (41,00) e Recife (39,30), além de Belém.
A pesquisa também destacou, individualmente, as três melhores delegacias do país: a 23ª Delegacia do Rio de Janeiro, no Méier, em primeiro lugar; a 2ª Delegacia de Porto Alegre, em segundo lugar; e a 37º Distrito Policial de São Paulo, em Campo Limpo, em terceiro.
“Se as pessoas confiam na polícia, se essas pessoas chegam na delegacia de polícia e são bem tratadas, se se sentem acolhidas, isso vai certamente vai fazer com que a comunidade compareça à delegacia para comunicar ocorrências, para comunicar os crimes de que foram vítimas. Com isso, a gente vai diminuir a impunidade e ter mais segurança”, disse Julita Lemgruber, diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec).
A pesquisa, que já foi realizada nos anos de 2006 e 2007, integra um estudo mais amplo, que inclui a avaliação de 1.014 delegacias de 19 países.

Da Agência Brasil




(10/02/2010)


A Insuportável Insegurança Pública.




Por Batista Machado.

Exceto o presidente da República e seus familiares, ninguém tem mais segurança neste país. A violência tem chegado a níveis inaceitáveis. Atinge, indistintamente, autoridades, ricos, pobres, poderosos e famosos. Mansões e apartamentos de luxo; favelas, mocambos, templos religiosos; instituições e repartições públicas, enfim, nenhum cidadão tem paz mesmo protegido por grades, cerca elétrica ou qualquer outro dispositivo eletrônico. Nem velórios e cemitérios estão imunes à bandidagem.

A violência, a exemplo da corrupção, banalizou-se aos olhos dos três poderes que presenciam inertes a cenas virulentas de braços cruzados. A cidadania é insensível aos gritos dos atingidos pela barbárie, um novo tipo de vírus dizimando vidas e destruindo lares. A segurança pública concorre com sua parcela de culpa pela ausência e despreparo no combate a criminalidade.

Os governos federal, estadual e municipal não chegam com políticas públicas eficientes junto aos jovens carentes que moram nas periferias, completamente desassistidos e entregues à própria sorte. Nessas condições são alvos fáceis do crime organizado e recrutados para a comercialização das drogas, com promessas de vida melhor. Ao contrário das juras prometidas, perdem a juventude e a esperança no submundo do crime, sem direito a segunda chance.

Há 40 anos, ao fazer o milésimo gol no Maracanã, Pelé com a bola nas mãos e carregado nos braços disse em defesa dos mais carentes: "Pelo amor de Deus, vamos cuidar das nossas crianças". Seu grito foi em vão. Os generais-presidentes durante o regime militar e seus sucessores fizeram ouvidos de mercador. Pelé, somente escapou da miséria graças a Waldemar de Brito, que o levou para jogar no Santos, ainda quase menino.

Se o apelo dele tivesse obtido eco, certamente teríamos hoje menores índices de criminalidade. Pagamos um preço caro pela nossa omissão. O populismo e a demagogia, tão presentes em campanhas eleitorais, subestimam o tema segurança, ou melhor, insegurança, nos debates das TVs e os governantes eleitos esquecem promessas ocasionais. Assim, a criminalidade assume o poder paralelo, tão eficiente quanto o oficial. Ainda corrompe autoridades em nome de interesses do crime organizado.

Crianças disponíveis à criminalidade são transformadas em agentes do tráfico; policiais mal remunerados são cooptados por organizações criminosas; leis benevolentes com penas generosas e a progressividade penal estendida até crimes hediondos, concedida pelo Supremo Tribunal Federal, contribuem de certa forma para expansão da violência país afora. Aceitamos, passivamente, essa triste realidade com naturalidade espantosa.

Não acreditamos que exista outro país no mundo mais dolente com a criminalidade do que o Brasil. Aqui, até quem comete crime com requintes de crueldade é condenado, no máximo, a 30 anos de cadeia. Com a progressividade penal, permanece preso apenas por sete anos. Ou seja, incentivamos o delito. Até recentemente, o acusado ainda tinha direito a um segundo julgamento, chance que certamente não deu à sua vítima. Felizmente o Congresso acabou com essa concessão indecente.

Os criminosos, apesar de presos em cadeias de segurança máxima, ainda têm o privilégio de comandar redes de atividades através do celular, nas barbas dos governos que se consideram incapazes de evitar tais ousadias. Nossa legislação penal é complacente com tudo isso. Ou fazemos uma revisão rigorosa no combate à criminalidade ou padeceremos todos, vítimas da nossa própria tolerância permissiva.




(25/01/2010)


Carta de um Policial ao Bandido.

 
Senhor Bandido,

Esse termo de senhor que estou usando é para evitar que macule sua imagem ao lhe chamar de bandido, marginal, delinquente ou outro atributo que possa ferir sua dignidade, conforme orientações de entidades de defesa dos Direitos Humanos.

Durante vinte e quatro anos anos de atividade policial, tenho acompanhado suas “conquistas” quanto a preservação de seus direitos, pois os cidadãos e especialmente nós policiais estamos atrelados às suas vitórias, ou seja, quanto mais direito você adquire, maior é nossa obrigação de lhe dar segurança e de lhe encaminhar para um julgamento justo, apesar de muitas vezes você não dar esse direito as suas vítimas. Todavia, não cabe a mim contrariar a lei, pois ensinaram-me que o Direito Penal é a ciência que protege o criminoso, assim como o Direito do Trabalho protege o trabalhador, e assim por diante.

Questiono que hoje em dia você tem mais atenção do que muitos cidadãos e policiais. Antigamente você se escondia quando avistava um carro da polícia; hoje, você atira, porque sabe que numa troca de tiros o policial sempre será irresponsável em revidar. Não existe bala perdida, pois a mesma sempre é encontrada na arma de um policial ou pelo menos sua arma é a primeira a ser suspeita.

Sei que você é um pobre coitado. Quando encarcerado, reclama que não possuímos dependência digna para você se ressocializar. Porém, quero que saiba que construímos mais penitenciárias do que escolas ou espaço social, ou seja, gastamos mais dinheiro para você voltar ao seio da sociedade de forma digna do que com a segurança pública para que a sociedade possa viver com dignidade.

Quando você mantém um refém, são tantas suas exigências que deixam qualquer grevista envergonhado. Presença de advogados, imprensa, colete à prova de balas, parentes, até juízes e promotores você consegue que saiam de seus gabinetes para protegê-los. Mas se isso é seu direito, vamos respeitá-lo.

Enfim, espero que seus direitos de marginal não se ampliem, pois nossa obrigação também aumentará. Precisamos nos proteger. Ter nossos direitos, não de lhe matar, mas sim de viver sem medo de ser um policial.

Dois colegas de vocês morreram, assim como dois de nossos policiais sucumbiram devido ao excesso de proteção aos seus direitos. Rogo para que o inquérito policial instaurado, o qual certamente será acompanhado por um membro do Ministério Público e outro da Ordem dos Advogados do Brasil, não seja encerrado com a conclusão de que houve execução, ou melhor, violação aos Direitos Humanos, afinal, vocês morreram em pleno exercício de seus direitos.

Autor: Wilson Ronaldo Monteiro - Delegado de Polícia.


(22/01/2010)

Falta de Respeito e Esperança.




O texto abaixo trata-se de um comentário que foi nos enviado . O autor não se identificou, mas isso não importa, porque, como ele mesmo disse, "o que ficará escrito na memória de cada um são as ideias".

Quando jovem, vislumbrei entrar para a Polícia por pensar ser uma instituição forte, respeitada na sociedade e humana. Vocação? No início, talvez até minha personalidade se identificasse com a profissão, mas no devido tempo, após tanta humilhação, decepções e discriminações por parte da sociedade e dos próprios integrantes em posições melhores, a tal vocação caiu num precipício profundo e sem volta. Os valores da secular instituição evaporaram como mágica. Forte, não é mais. Talvez nunca fosse. Respeitada na sociedade? Nossa realidade atual já explica perfeitamente que não é. O que existe é um medo terrível da Polícia. Humana? Se nem ao menos internamente temos o tratamento digno e humanitário, o que dirá na sociedade.

O policial está insatisfeito, pois a sociedade é hipócrita e omissa. Ninguém realmente quer se comprometer com um problema. Querem apenas criticar. Quando o assunto nos meios de comunicação é segurança pública, somente comenta-se a versão negativa das atitudes do policial. Que ele deveria ter feito de outra maneira, que deveria estar preparado, pois estudou, se formou e blá, blá, blá. É a mesma história que já estamos esgotados de tanto ouvir. E quanto ao cidadão sem o mínimo de educação no trato com o policial? O que se tem feito para reverter essa situação? Nada! Absolutamente nada! Nossas escolas estão falidas e com professores também desmotivados com a profissão.

O policial está insatisfeito com o Governo que engana a sociedade descaradamente e ainda o obriga a compactuar com isso. O policial está insatisfeito com aqueles que podem e detêm o poder, mas infelizmente o usam em benefício próprio. Você acredita que algum superintendente desta polícia vai arriscar sua carreira por algum policial? Jamais! Portanto, parem com estes devaneios e esqueçam essa hipótese absurda. Aliás, se você estivesse na posição deles ,também nada faria, pois infelizmente também temos “policiais” que não merecem o mínimo de confiança, respeito e muito menos um risco pessoal de seu dirigente.

Algumas mudanças já estão ocorrendo referente ao convívio profissional, mas ainda é cedo para tirarmos uma conclusão satisfatória. Raríssimas exceções nasceram para serem líderes. A Polícia precisa de líderes, e não de chefes.

O policial está insatisfeito com ele mesmo, pois é um ser humano que se sente incapaz; mesmo lutando e arriscando a vida, não vê os frutos de seu suor. Precisa de outros para dar continuidade a sua plantação, mas infelizmente estes “outros” não tem os mesmos ideais. Assim, todo seu trabalho é inútil, o cansaço, inevitável, e a decepção, sua colheita.

E não adianta nos fornecer munição à vontade. Não adianta portarmos uma bazuca ou uma pistola de última tecnologia. Enquanto o cidadão não aprender a ter EDUCAÇÃO, nada vai funcionar na segurança pública. Enquanto o marginal, o bandido, não ser punido severamente por nossas leis, nada vai funcionar na segurança pública.

Aos idealistas de plantão, lamento decepcioná-los, mas, no ritmo que estamos caminhando, a tendência é piorar. Aos mais  novos, tenha as leis na ponta da língua, pois somente com o conhecimento alcançará o poder, a autoridade e, consequentemente, o respeito e o sucesso. Quanto aos mais velhos, "administrem" o que puder, use toda sua experiência e pense exclusivamente na sua vida e da sua família, pois se vier acontecer algo inesperado é no aconchego de seu lar que encontrará refúgio e apoio.

Já não tenho mais disposição para encarar outras aventuras nessa vida, então não me venha criticar por aquilo que somente quem passou conhece. Por isso e pela exclusiva necessidade de sobreviver nesse país, vou continuar minha caminhada nessa magnífica profissão ingrata.

É vergonhoso não poder citar nosso verdadeiro nome num país que se diz democrático, mas aqui isto pouco importa, afinal o que ficará escrito na memória de cada um são as ideias.

Finalizando, existem muitos motivos para a insatisfação do policial, mas, a fim de evitar ser redundante, termino com uma palavra que deve ser usada por todos: paciência, amigo, paciência.

E que Deus nos ajude, e muito, muito...




(02/01/2010)


Pernambuco começa 2010 com média  de  mais de 1 homicídio por hora, ao todo foram 27 neste primeiro dia do ano.


*Multidão aglomerada para ver o corpo do ex-presidiário, assassinado na Avenida Brasília Formosa.
Foto: Rodrigo Lôbo/JC Imagem

 
No primeiro dia do ano, quando o governo do Estado comemora o fato de ter alcançado pela primeira vez a meta de reduzir em 12% o número de homicídios, a polícia registrou 27 assassinatos em Pernambuco. Uma média de mais de um crime por hora. Por volta das 17h, quando a maioria dos homicídios já havia ocorrido, o assessor especial do governador para Segurança Pública, José Luiz Ratton, divulgou, através do Twitter, que 2009 terminou com uma diminuição de 12,27% na taxa de crimes violentos letais intencionais (CVLI) em relação ao ano anterior.

No miniblog, Ratton afirmou que a redução implica em 577 assassinatos a menos que o ano de 2006, quando foram registradas 4.638 mortes. Isso significa que 2009 terminou com 4.061 CVLI – indicador composto pela soma do número de homicídios dolosos, lesão corporal seguida de morte e latrocínio para cada grupo de 100 mil habitantes –, ou seja, 464 casos a menos se comparado com 2008 (4.525).


Fonte: Jornal do Commercio
 


(22/12/2009)


Apenas Promessa.

A Delegacia de Paulista é um exemplo do descaso e desrespeito com os policiais civis.

                 Quando os policiais civis decidiram entrar em greve e realizar vários atos de protestos, denunciando as más condições de trabalho a que a categorioa está sujeita, o Governo do Estado anunciou que em menos de um mês, na época, estaria inaugurando uma nova Delegacia na cidade do Paulista. A promessa foi para o dia 06 de dezembro, depois a data foi prorrogada para dia 08, e depois disso não se falou mais no assunto. Enquanto isso, vergonhosamente os policiais civis lotados naquela delegacia estão sujeitos à falta de condições para trabalhar: A permanência e as demais dependências parecem um depósito de trastes e máquina caça níquel, que tomam o espaço e atrapalham o desempenho das atividades no dia-a-dia. É uma falta de respeito para com os policiais e para com toda a sociedade que necessita da prestação dos serviços dessa Instituição.

Fonte: SINPOL
 



(02/12/2009)


Falta de comunicação interna, condições de trabalho e organização na Policia Cientifica de Pernambuco.

A situação da Polícia Científica (PC) em Pernambuco passa por um momento difícil. Isso porque há falta de estrutura entre as três instituições de uma mesma polícia. Apesar de estarem em pontos diferentes da cidade, com distância de até três quilômetros entre elas, a conexão via internet entre o Instituto de Criminalística, no bairro de Campo Grande, o Instituto de Identificação Tavares Buril, na rua da Aurora, e o Instituto de Medicina Legal, no bairro de Santo Amaro, todos no Recife, não existe.
A separação do espaço físico também dificulta a comunicação entre os profissionais que trabalham na investigação dos crimes. “Deveria existir um núcleo integrado da Polícia Científica. O trabalho é integrado, mas a distância entre os órgãos dificulta muito. Quando solicitamos um resultado de um exame digital no Instituto Tavares Bruil, por exemplo, a demora é grande“, comentou o gestor do Instituto de Criminalística, Evson da Costa Lira. No Instituto de Medicina Legal (IML), faltam funcionários para dar conta dos mais de três mil exames feitos no local todos os meses. O trabalho dos legistas identifica as causas de mortes violentas, os sinais de agressão sexual e vestígios de drogas no organismo, por exemplo. O diretor do IML, Clóvis Mendoza, diz que vários auxiliares de legistas já foram aprovados em concurso no ano passado, mas ainda não foram contratados. A alegação é que o estado só preparou para eles o curso de formação profissional, faltando nomea-los. Por isso, o trabalho no IML ficou mais lento. “A falta de pessoal dificulta muito”, disse.
No Instituto de Criminalística (IC), a falta de espaço adequado faz com que os arquivos e os objetos de investigações fiquem amontoados nos corredores. A estrutura para fazer exames indispensáveis em investigações é incompleta - um exemplo é a falta de um laboratório de DNA atrasa e muito o serviço dos peritos, que precisam viajar a outros estados que têm os equipamentos. “Temos que esperar as condições de trabalho dos outros estados. Isso varia muito. Eles podem fazer no mesmo dia ou em uma semana, 15 dias”, explica o chefe da perícia.
No laboratório de balística, há dois microscópios usados para identificar as armas de crimes cometidos em todo o estado e um dos aparelhos tem 25 anos de uso e vive parado para conserto. Os peritos reclamam da sobrecarga de trabalho: são apenas nove para dar conta de mais de quatrocentos exames por mês. “É muito trabalho para pouca gente. A conseqüência disso é o volume de serviço e atraso da perícia”, comenta o chefe do setor de balística.
No Instituto de Identificação Tavares Buril, uma das maiores preocupações é a renovação do estoque de material para fazer os exames. Os peritos dizem que o produto importado que serve para revelar as impressões digitais nos locais de crimes já ficou em falta por mais de um ano. “É um material caro e geralmente quando ele acaba é difícil agente repor. Isso dificulta o nosso dia-a-dia”, lamenta o datiloscopista.
JUSTIFICATIVA
O gerente geral da Polícia Cientifica explicou que o processo para mudar uma situação que já vem há mais de 20 anos sem reforma é lento. “Mas estamos junto com o Governo do Estado tentando viabilizar projetos que têm como objetivo colocar os três setores da Polícia Científica em um único local”, explicou. Ele ainda disse que esse projeto está entre as prioridades da Secretaria de Defesa Social.
Outro projeto, que, está bem encaminhado, é a regionalização da Polícia Científica. “Vamos dar continuidade ainda este ano a construção e manutenção de um Instituto de Criminalística em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O prazo de conclusão da obra está proximo”, avisou.

Da Redação Primes Peritos .


(30/11/2009)


Funcionários da Polícia Cientifica cobram respostas do governo do estado de Pernambuco.


Gostaríamos de saber quais providências as autoridades (GOVERNO, SAD, SDS) estão tomando para correção dos “equívocos e erros” contidos no edital do concurso realizado em julho/2007, promovido pela Gerencia Geral de Polícia Científica, para cargos com lotação no Instituto de Medicina Legal.
Pois como é sabido de todos e atualmente está público e notório, pois a SDS, GGPOC, IML, SAD, ALEPE, PGE, TCE, todos esses órgãos desde março/2008 tomaram ciência das irregularidades, em especial aos cargos de assistente administrativo, motorista, auxiliar de carro fúnebre, auxiliar de sala de necrópsia e técnicos em radiologia, e até agora ninguém faz nada, segue abaixo alguns questionamentos:

1 – Porque fazem meses que nenhum desses servidores recebem as gratificações oferecidas no edital, pois todas estão contidas na lei 6425/72 (Estatuto Policial), o item 12.9 do concurso é claro nisso quando diz que “TODOS” do citado concurso (e não só auxiliares de legista e de perito) serão regidos pela mencionada lei, pois se houvesse deveria constar no edital ou seria elaborado editais separados, e isso não aconteceu, podemos citar algum dos absurdos nesse sentido, o que diz em relação a remuneração: os técnicos em radiologia, que recebem pouco mais de R$ 420,00 líquido enquanto qualquer outro técnico em radiologia do estado tem salário entre R$ 1.000 e 1.200 reais, contrariando o que oferecia o edital?
2 – O que está sendo feito com todas as indagações suscitadas a Ouvidoria da SDS em relação ao nosso concurso, que providências estão sendo feitas, é sabido das citadas autoridades em especial (SDS e GGPOC (Gerência Geral de Polícia Científica)) que não param de fazer suscitações de dúvidas na Ouvidoria e até agora nenhum posicionamento, suscitações essas em relação a forma “obscura” que fomos contratados?
3 – Porque os servidores acima mencionados não foram incluídos no PCCV da Polícia Civil, pois todos são da citada instituição, pertencem à Secretaria de Defesa Social e no entanto ficaram de fora?
4 – Em relação ao Parecer 101/2008, emitido pela GGAJ e com o aval do Exmo.Sr. Dr. Secretário de Defesa Social, dito parecer respondendo questionamentos feitos pela Ouvidoria da SDS, dentre eles enquadrando os motoristas do concurso como policiais (não poderia diferente pela atuação dos mesmos, riscos em locais de crime, dirigem viaturas policiais, etc), mas em relação aos outros cargos acima mencionados, porque não foram enquadrados também, tendo em vista que fizeram o mesmo concurso?
5 – O que o “Pacto pela Vida” está fazendo pelos servidores da segurança pública, em especial os atuais servidores da polícia científica, exercendo suas funções no IML? (pois o que estamos vendo é desprezo, falta de respeito e nenhuma atenção por parte da Administração Pública, será o que estão fazendo conosco eleva a autoestima ou só é mais uma prova da falta de compromisso com o funcionalismo público ?)

Atenciosamente,

Todos Funcionários da Polícia Científica, lotados no IML/PE


(28/11/2009)

Sem estrutura, efetivo e perícia do IC. Delegacia de Timbaúba, na zona da mata de Pernambuco, transfere investigação de arrombamento de banco.


A delegacia de Timbaúba, na Zona da Mata de Pernambuco, não vai investigar o caso do arrombamento à agência do Banco do Brasil da cidade, ocorrido na madrugada desta quarta-feira. De acordo com o titular da DP, Francisco de Assis Serpa, a policial local não tem meios técnicos para fazer esse tipo de trabalho e ainda falta efetivo para realizar as diligencias, que deverão ficar a cargo da Delegacia de Roubos e Furtos do Recife. Ele informou, ainda, que fez uma solicitação, por telefone, ao Instituto de Criminalística (IC) para fazer a perícia da área, mas que, até o final do dia, os peritos não haviam chegado. “Agora não adianta mais, porque o local do crime já foi violado”, lamentou.

 

O gestor do IC, Evson Lira, disse, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Defesa Social (SDS), que o trabalho dos peritos do IC não foi prejudicado pela greve da polícia civil e que, até o momento, não havia recebido nenhum tipo de comunicado da Delegacia de Timbaúba para ir ao local do crime. Ele afirmou que, pelo término do dia, só será possível enviar uma equipe à cidade na manhã desta quinta-feira.

 

A agência do Banco do Brasil foi arrombada por volta das 2h30 por vários homens, em um Fiat Uno, que entraram na agência e levaram o dinheiro dos caixas eletrônicos. De acordo com o delegado, a agência deve ser reaberta ao público nesta quinta-feira. O banco também deve apresentar amanhã um relatório com a relação dos objetos furtados e os valores subtraídos.

 

Segundo a polícia, o furto contou com uma ação ousada. Para evitar que o alarme da agência soasse, os bandidos cortaram um cabo de eletricidade localizado na frente do prédio, deixando o município sem comunicação: telefone fixo, celular e internet ficaram fora do ar até as 10h da manhã.

 

Da Redação do DIARIO

 


(27/11/2009)

Nem tudo são flores.



Este mês, o Pacto pela Vida, programa de segurança pública do governo do estado, completou dois anos e meio. O Pacto, como é público e notório, traz uma série de projetos – 138 ao todo – e metas. A maior parte não saiu do papel.
 
O ponto central, porém, sempre foi a promessa de uma redução de 12% ao ano no número de homicídios no estado, que é um dos mais violentos do Brasil.
 
No primeiro ano, o governo passou longe de alcançar a meta, o mesmo acontecendo no segundo. Em 2009, pela primeira vez, ela será atingida. É claro que há o que se comemorar. Não somos irresponsáveis e nem fazemos oposição a todo custo. Qualquer vida salva é motivo de se festejar.
 
No entanto, o discurso do governo continua escorregadio. Nos primeiros anos, quando não cumpriu o que estipulou, manipulava números, inventava novas “óticas” de se analisar as estatísticas, tentava de tudo para dizer que o Pacto estava funcionando.
 
Agora, obviamente, abandou as firulas e solta rojões como se o problema estivesse solucionado. Não está.
 
Mais polícia militar na rua e um programa que define resultados cobrados com rigor aos delegados e policiais é a base que está por trás da redução. No entanto, praticamente 3/4 do Pacto foi praticamente abandonado pelo governo.
 
O sucateamento de diversas delegacias em todo o estado é um exemplo disso. É só conferir as fotos acima, feitas por nossa assessoria neste mês, para ver as condições precárias e a realidade do dia-a-dia de quem combate o crime.
 
Outro problema ainda longe de ser resolvido, a superlotação das prisões, continua – consta no Pacto a promessa de pelo menos mais 4.000 vagas prisionais até o fim do mandato.
 
A Polícia Civil, ao contrário da Militar (mais visível) foi deixada de lado. Faltam agentes e equipamentos. Delegacias da capital, por exemplo, fecham à noite e nos fins de semana – como se não acontecessem crimes nesses dias e horários. A justificativa do governo? Falta pessoal. Sim, falta. E o pior é que há em torno de 1.900 concursados aprovados na reserva, que simplesmente não são chamados. O déficit da PC gira em torno de 4.000 vagas.Em paralelo a isso, o tráfico, sobretudo o de crack, avança assustadoramente, tendo se tornado um dos maiores problemas sociais da atualidade. E não há nada de palpável sendo feito, exceto alguns números tímidos de apreensões de drogas.
 
No mais, tudo é opaco. Os números de outros crimes, como assaltos, seqüestros etc., só são divulgados nas audiências. Não se sabe o real orçamento do Pacto. Informações simples, solicitadas pela sociedade civil, nunca foram respondidas.
 
Não há dados disponíveis sobre a questão de jovens em situação de risco. Sobre a Funase, antiga Fundac, nada foi divulgado. A violência contra a mulher tem crescido.
 
Que o governo comemore ter atingido a meta, mesmo que apenas no fim do seu terceiro ano de gestão, isso pode ser entendido. Não dá é para achar que a violência acabou - quase 4.000 pessoas já morreram este ano no estado - e que o Pacto é uma maravilha.
 
Vamos continuar cobrando. O Pacto pela Vida virou uma peça de ficção. Os resultados foram positivos pela primeira vez, mas isso está longe de ser o paraíso que o governo tenta mostrar. Ainda se mata, e muito. A população continua com medo de sair às ruas.
 
Há muito a ser feito. O fato é que Pernambuco permanece sendo um dos estados mais violentos da federação.


Por Deputado Augusto Coutinho.



(26/10/2009)


Cidadãos avaliam Delegacias de PE e encontram irregularidades.

A partir de hoje, vinte e uma delegacias do Recife e Região Metropolitana começam a passar por uma fiscalização diferente. Áté o próximo dia 30, grupos de pesquisadores estarão visitando os locais para ouvir a opinião dos usuários. A meta é encontar, avaliar, divulgar e incentivar boas práticas encontradas no Brasil e em outros 18 países: Índia, Nepal, Paquistão, Malásia, Sirilanka, Estados Unidos, Bolívia, Colômbia, México, Peru, Chile, Armênia, Cazaquistão, Rússia, Nigéria, Serra Leoa, Uganda e Libéria.

No Brasil, a pesquisa está sendo realizada em nove cidades. Em cada uma delas, três delegacias serão escolhidas para concorrer com as demais unidades selecionadas na América Latina, para escolher a melhor da região. Ao final, serão eleitas as três melhores delegacias de polícia do mundo.

O questionário aplicado entre a população avalia desde as condições de atendimento até a estrutura física. São cinco quesitos: orientações para a comunidade, condições materiais, tratamento igualitário e sem preconceito, transparência e prestação de contas e condições de detenção.

No Recife, os trabalhos comecaram esta manhã pela Delegacia de Joana Bezerra, onde foram encontrados problemas como infiltrações e um fogão instalado no banheiro feminino, onde não havia papel toalha para enxugar as mãos. A unidade, que existe desde 2004, só ganhou o espaço para funcionar em julho deste ano. A delegacia conta com 11 policiais para atender as ocorrências das comunidades Joana Bezerra, Coque e Paissandu.

Em seguida, os pesquisadores foram até a Delegacia de Peixinhos, em Olinda, onde a dificuldade encontrada foi a falta de água, situação enfrentada em todos os imóveis do bairro.

JOANA BEZERRA
O grupo de pesquisa é diversificado - a equipe que foi à delegacia de Joana Bezerra tinha uma coordenadora, um administrador, uma professora de marketing, um comerciante e uma corretora de seguros. Os pesquisadores identificaram alguns problemas, viram infiltrações e encontraram um fogão no banheiro feminino. “No sanitário feminino não existe papel toalha para enxugar as mãos, isso toca ao tópico de higiene”, disse a fiscal Zelita Regueira, que é corretora de seguros.

A delegada Verônica Monteiro explicou que esta delegacia existe desde 2004, mas, só a partir de julho deste ano, ganhou um espaço pra funcionar. São onze policiais, contando com ela, pra atender as ocorrências das comunidades Joana Bezerra, Coque e Paissandu. “Se não é o ideal, é o melhor que podemos fazer”, afirmou a delegada.

Outra delegacia visitada pela comissão, nesta manhã, foi a do bairro de peixinhos. Lá, o prédio é novo, mas falta água. O diretor de operações da Polícia Civil, Osvaldo Moraes, explicou que todo o bairro sofre com falta de água e a delegacia precisa ser atendida com carro-pipa.

Da Redação TV.


 

(13/10/2009)

Delegacia caindo aos pedaços.

Tive a oportunidade de visitar a Delegacia de Paulista duas vezes em uma semana. Poucas vezes vi um lugar tão indigno para se trabalhar. As paredes são imundas. Há infiltrações por todos os lados, fiação exposta, portas quebradas e goteiras. A fachada lembra um açougue.  Assusta. O cheiro é terrível.

 "Ainda cobram velocidade nas investigações. As pessoas deveriam nos fazer uma visitinha", reclamou um agente.
 

Por João Vasconcelos


(10/08/2009)

Delegacia de Afogados da Ingazeira em pleno caos.



Gostaria de denunciar o descaso da Secretaria de Defesa Social e do Governador Eduardo Campos no tocante à Segurança Pública em nosso estado. Como pode-se observar nas fotos, a Delegacia de Afogados da Ingazeira, uma cidade que é referência para o Sertão do Pajeú, está em total abandono, e um total desreseito com o povo da cidade e de todo o Sertão do Pajeú, bem como turistas e visitantes. Imaginem as delegacias de cidades de menor porte como devem estar.

Além da questão estética, que mal dá pra identificar que o local é uma delegacia, onde tal identificação foi feita no início da gestão passada, as viaturas estão deterioradas, mal conservadas, bem como diversos veículos furtados e roubados continuam em frente à delegacia há muito tempo. Como se não bastasse, na própria delegacia nem água tem pra beber.

Gostaria de saber do Governador Eduardo Campos, sua equipe, e aliados se este é o novo modelo de gestão da Segurança Pública que ele apresentou na campanha? Bem como gostaria de saber se as viaturas e a delegacia dessa maneira fazem parte do "brilhante" Pacto Pela Vida?

Com a palavra, o Governador!

Por Edmar Lyra



(12/06/2009)

Mulheres reivindicam serviços de combate a violência em Palmares.

O movimento de mulheres da Zona da Mata realizou nesta última terça-feira  uma Audiência Pública no município de Palmares, na Mata Sul, para reivindicar serviços de combate a violência contra as mulheres na região, entre eles Casa Abrigo, Centro de Referência e Delegacia Regional. A audiência começa às 14h, na Câmara dos Vereadores de Palmares.

Gestores e movimentos de mulheres se reúnem para discutir sobre a implementação dos serviços de atendimento à mulher vítima de violência. De acordo com o movimento, Pernambuco continua com poucos serviços disponíveis para as mulheres vítimas de violência.

Dos mais de 180 municípios, apenas dois possuem centro de referência e casa abrigo (Recife e Olinda) e somente quatro cidades possuem delegacias especializadas. Os serviços de atendimento às vítimas de violência estão centralizados na capital, o que dificulta o acesso às moradoras de outras regiões.

Mulheres de Palmares, Joaquim Nabuco, Água Preta, Catende, Jaqueira, Ribeirão, Escada, Cabo, Rio Formoso, Marail, além da Região Metropolitana do Recife, participam da. As entidades integrantes da Articulação de Mulheres da Mata Sul convidaram também representantes do governo estadual e das prefeituras.

Da Redação.
 


(12/06/2009)

Delegacia de Afogados Pede Socorro.


A queda de parte do forro da Delegacia de Polícia de Afogados da Ingazeira apenas evidenciou a caótica situação do prédio e das condições de trabalho dos policiais. O quadro é semelhante em outras delegacias do Pajeú. Sobre a delegacia de Afogados, a Polícia Civil anuncia que o projeto - de Delegacias integradas de polícia, da mulher e comando do Batalhão - está em andamento com previsão para ficar pronto ainda este ano.

Por Nill Junior e Itamar França.




(10/06/2009)

Depois de jornal britânico, agora é vez do francês Le Monde destacar homicidios em Pernambuco.



A violência do Recife e de Pernambuco ganha, cada vez mais, as páginas dos jornais internacionais. A lamentável referência chegou hoje ao francês Le Monde. Confira:

Em pleno coração de Recife, a grande cidade do Nordeste brasileiro, no cruzamento das ruas Joaquim Nabuco com Guilherme Pinto, o "contador de mortos" chama a atenção de motoristas e pedestres. Mas esse grande mostrador circular não tem nada a ver com os estragos da insegurança das estradas. Seus números contam os homicídios cometidos no Estado de Pernambuco, cuja capital é Recife. Ou melhor, "contavam", pois desde 1º de maio o contador está desligado, por falta de dinheiro para sua manutenção.


Para continuar a ser informado em tempo real sobre a mortalidade de origem criminal no Pernambuco, é preciso ir até a página inicial do site PEbodycount, onde se encontra o mesmo contador. Três números registram os homicídios cometidos nas últimas 24 horas, no mês e no ano em curso. Em 31 de maio, já se contavam 1.806 vítimas desde o início do ano, sendo que a grande maioria era na cidade de Recife. Nesse ritmo, serão quase 4.500 homicídios em 2009.

O PEbodycount foi lançado em março de 2007 por quatro jovens jornalistas de Recife: Rodrigo Carvalho, Eduardo Machado, Carlos Eduardo Santos e João Valadares. Todas as manhãs, inclusive aos domingos, um ou vários deles fazem cerca de 50 telefonemas às delegacias, aos hospitais e aos necrotérios de Pernambuco. Ao meio-dia, eles atualizam o contador.

Com a ajuda de um modesto subsídio - o equivalente a cerca de € 500 (R$ 1.385) -, eles instalaram o famoso mostrador e lançou o PEbodycount, "o blog da segurança pública". Eduardo Machado explica o sentido dessa iniciativa "de protesto", independente e sem fins lucrativos: "Ao contabilizar os cadáveres, chamamos a atenção da população e do poder público para a violência de Pernambuco. Mas além da preocupação e da perplexidade passiva, contribuímos para a busca de soluções coletivas. É difícil, mas é possível".

Na ocasião do lançamento de seu blog, os jornalistas quiseram causar uma comoção, conduzindo nas ruas, durante um mês, uma operação chamada "As marcas da violência".

Assim que ficava sabendo de um assassinato, a equipe, vestida de camiseta preta, ia até os lugares de carro, enchendo o porta-malas com material de pintura. Depois de obter informações junto às testemunhas do drama ou à família, ela estendia no chão um boneco de pano de forma humana, no lugar exato, às vezes ainda manchado de sangue, onde havia caído a vítima. Ela desenhava com um pincel os contornos do cadáver antes de pintá-lo com rolo em tinta vermelha, e de escrever sua mensagem em letras brancas: "Basta".

Isso se passava em um beco, em uma calçada ou às vezes no meio da rua, sob o olhar surpreso dos passantes. Às vezes um parente do morto ajudava a equipe, como esse pai que acabara de perder, pela segunda vez, um filho, morto a tiros. Algumas dessas intervenções simbólicas foram filmadas. Elas podem ser vistas no site PEbodycount.

"Essas pessoas assassinadas não são simples números", ressalta Eduardo Machado. Além da data e do local do homicídio, o blog fornece alguns detalhes sobre a vítima e as circunstâncias de sua morte. É o que mostram alguns desses exemplos pegos meio ao acaso, nos últimos dias.

Gleibson Augusto de Amorim, 29, foi morto a tiros em Olinda, quando ele saía de sua casa com sua esposa e um sobrinho. Roberto Teixeira dos Santos, pescador em Itapissuma, 20, foi assassinado em sua casa com seu cunhado. Maria Helena dos Santos, 57, mãe de família, foi vítima de um acerto de contas certamente ligado ao tráfico de drogas em Santa Cruz do Capibaribe. Sandro Ricardo da Silva, 22, morto em Recife, havia cometido no passado alguns pequenos furtos. Ávila Naiara Santos do Nascimento, um bebê de 7 meses, teve a cabeça esmagada com um pedaço de pau por seu tio materno, um borracheiro, que havia brigado com seus pais.

No blog também há declarações dos parentes das vítimas. Um médico e sua mulher, cujo filho Igor acabara de ser assassinado, dirigiu uma carta ao governador do Estado, Eduardo Campos: "Proteja bem seus filhos para não sentir um dia a nossa indescritível dor (...). E não se esqueça de incluir o Igor em suas estatísticas oficiais".

Os organizadores do PEbodycount interpelam as autoridades, que se apressam em publicar as "boas" cifras e em dissimular as "más", lembrando-os o tempo todo de seu dever de transparência: "Para combater um fenômeno", eles observam, "é preciso primeiro poder medi-lo com precisão". Recife tem uma tradição antiga de violência. Os homens sempre adoraram possuir uma arma, branca ou de fogo, e muitas vezes se massacram por bobagens. Hoje a cidade detém o triste recorde nacional da criminalidade de vítimas entre 15 e 24 anos.

Na favela Ayrton Senna, conta o jornalista João Valadares, garotos passeiam com seus "buldogues" (revólver de cano curto), ou suas "espadas" (um calibre 38). "Lá", diz nosso colega, "o destino dos adolescentes está praticamente traçado: a prisão ou o cemitério".

PE Body Count.

 

(19/03/2009)

Vígias de Prédio e Viatura


Por Adriano Oliveira

Por que algumas Delegacias ficam fechadas nos finais de semana e no período da noite? Por que existem Delegacias de Plantão? Por que existem Delegados de Plantão se existem Delegacias fechadas? Tenho interesse em obter respostas para estas indagações. E preciso destas respostas, pois pretendo entender a política de segurança pública do estado. Suponho que nos finais de semana ocorrem mais homicídios, então um maior número de Delegacias precisam estar abertas. Os Delegados de Plantão não podem ficar sobrecarregados. E, aliás, estes não têm função, pois apenas registram a queixa. Raramente investigam. E este é o papel da Polícia Civil - investigar. Delegacias fechadas interferem no trabalho da Polícia Militar, já que as viaturas ficam paradas na Delegacia aguardando o delegado. Em razão disto, faltam viaturas da PM nas ruas. Observem que falta gestão a Polícia. Além disto, viaturas estão sendo locadas, e muitas delas estão paradas nas portas das Delegacias fechadas. Convido Ratton, Servilho Paiva e Oswaldo Morais a visitarem a Delegacia do Cordeiro à noite ou no final de semana. Eles irão constatar a presença de viaturas paradas, a Delegacia fechada e agentes trabalhando como vigias de prédio. 


 

(10/01/2009)

Bonitinha, mas ....

O governo do Estado investiu R$ 1,5 milhão na reforma das Delegacias de Boa Viagem, Peixinhos e Piedade. Apesar das inovações e da beleza das instalações, a unidade de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, inaugurada há menos de um mês, já tem infiltrações em quatro salas, janelas soltas e fiação acondicionada na calha destinada ao escoamento da água da chuva.

“Estive na delegacia dois dias depois da inauguração, acompanhando um cliente. Nem os próprios policiais acreditavam no que viam: esquadrias das janelas soltas, paredes minando água e uma instalação elétrica no meio da calha que recolhe a água da chuva”, afirmou um advogado criminalista, que preferiu não ser identificado.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Cláudio Marinho, reconheceu que as novas delegacias passaram por reformas estruturais importantes, mas o acabamento das construções deixou a desejar.

“As três novas delegacias ganharam instalações voltadas para o trabalho investigativo, mas já tínhamos recebido reclamações de policiais denunciando a questão das infiltrações e da instalação elétrica em Boa Viagem”, afirmou Marinho.

O presidente do Sinpol comentou também o atraso no cronograma de entrega das delegacias. “É sempre bom ter novas delegacias sendo entregues, mas é preciso ter em mente que existem casos gravíssimos de unidades, cujas reformas ou construções sequer foram iniciadas. Entre elas estão as Delegacias de Paulista e Prazeres”, concluiu Marinho.

Por Eduardo Machado



(20/12/2008)

Moradores do Curado IV querem funcionamento de Delegacia.






(20/12/2008)



Fonte: Sinpol - PE




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